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[Matéria] Bomba nuclear em São Paulo?

Discussão em 'Bate Papo' iniciado por yCooKie's, Março 10, 2017.

  1. yCooKie's

    yCooKie's Membro Avançado

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    28
    SACoins:
    154
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    Olá pessoas, vocês já pensaram no que aconteceria caso um bomba nuclear caísse em São Paulo? Não?

    Bora lá.



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    Estimasse que tenham 30.000 bombas atômicas espalhadas pelo mundo. Com toda a questão de terrorismo que vivemos diariamente, países sendo devastados por ataques terroristas, não podemos descartar um ataque a São Paulo. Por ser a cidade brasileira mais influente no cenário mundial, considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta, ela seria um bom alvo para os terroristas que querem repercussão.​



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    Imagem: Little Boy, uma das duas bombas nucleares que devastaram o Japão, foi lançada sobre Hiroshima em 1945.​



    Para pensarmos no estrago, primeiro devemos conhecer as bombas atuais. Com certeza já ouviram no ataque de Hiroshima e Nagasaki, em 1945 no final da Segunda Guerra Mundial, certo? As bombas que foram lançadas foram chamadas de Little Boy e Fat Man e foram capazes de causar um estrago gigantesco nas cidades. A Little Boy, que era maior quando comparada com a Fat Man, tinha 3 metros de comprimento, 71 centímetros de largura e tinha cerca de 15 quilotons, o equivalente a 15 mil toneladas de dinamite.​

    Nossa, isso é muito né? Não. "As bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki são estalinhos se comparadas às que existem hoje”, diz o físico Roberto Vicente, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Hoje em dia, contamos com a tecnologia das bombas de hidrogênio, o que ajudou a multiplicar muito a potencia das bombas. Elas podem chegar a quase 50 megatons, ou 50.000 quilotons, o que é equivalente a 50 milhões de toneladas de dinamite, 3400x mais fortes que a Little Boy.​

    Para a nossa simulação vamos imaginar uma bomba de 1 megaton, apenas 2% da capacidade atual, mas aproximadamente 70x mais forte que a Little Boy. Ela pesaria em torno de 45kg, enquanto a Little Boy pesava 4 toneladas. Consideraremos que ela seria lançada sobre a Sé, centro de São Paulo.​



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    No caso de Hiroshima, 89% das pessoas que estavam no centro da explosão morreram instantaneamente, contando que a nossa bomba fosse lançada no solo (Little Boy foi lançada a 580 metros de altura e não formou crateras), ela abriria uma cratera de 300 metros de diâmetro e 61 metros de profundidade, onde dificilmente alguém sairia com vida. Ou seja, não sobraria nem pó da Catedral da Sé.​



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    Nessa distancia, é bem provável que nenhum prédio ficaria de pé, visto que seriam atingidos por uma bola de fogo que alcança quase a temperatura do Sol, qualquer forma humana evaporaria instantaneamente. O Teatro Municipal e a Faculdade de Direito da USP seriam alguns exemplos dos muitos prédios importantes que iriam virar pó com a explosão.​



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    Nessa altura a Avenida Paulista seria atingida, os mais reconhecidos hospitais e sedes de empresas mundiais que antigamente permaneciam ali, virariam cinzas. Estimasse que tenham aproximadamente 414,3 mil pessoas vivendo nessa área, a radiação junto as altíssimas temperaturas matariam 98% dessas pessoas. Nessa hora, não existiria mais MASP, cartão postal de São Paulo.​

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    Ventos de aproximadamente 250km/h varreriam a cidade, derrubando a maioria dos prédios e devastando casas, as estruturas que sobrevivessem, sairiam com danos bem graves. Essa distancia demarca a "área letal", onde as chances de sobrevivência seriam muito baixas. Digam adeus para o Parque Ibirapuera. ​



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    Aqui, dispensando a radiação, as chances de morte seriam mais baixas. Com ventos de 65km/h, dificilmente prédios seriam derrubados, mesmo que não estejam preparados para isso, entretanto, casas e pessoas poderiam sofrer com tal velocidade do vento. Até o Zoológico de Guarulhos seria atingido.​



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    A radiação causaria a morte celular e mutações. Não é possível calcular com exatidão os estragos da radiação, visto que precisaríamos saber a direção e velocidade do vento. ​

    “Mesmo que a pessoa não morra nos primeiros seis meses após a exposição, ela pode vir a morrer de câncer resultante da mutação após algumas dezenas de anos”, diz a física Emico Okuno, do Instituto de Física da USP.​





    Concluímos que São Paulo não teria chances contra uma bomba nuclear.​



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    É isso ai pessoal, até a próxima matéria.​
     

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